Desejo nunca mais o ser,
despertar naquele instável que ainda me confunde,
engraçada a forma de me perder em ti,
entre movimentos sem cor,
sem expressões para se lerem,
desfruto nas escondidas do tempo,
divirto-me com o amargo dos dias,
renasce o medo de não mais compreender,
este vício de te reescrever,
felicito as ilusões,
fantasio em torno das emoções,
decoradas de simples provocações,
no pouco que ainda me resta,
em jeito do meu ser, imperfeito...
momentos distantes, ausentes,
num corpo que se debate,
inconscientemente demente!
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