Sinto vontade de escrever, sobre o quê não sei.
Sinto apenas uma vontade quase que agônica de ir adiante, espiar o futuro e retroceder, de saber o que há ali no mês seguinte, no movimento seguinte, saber o que fazer, talvez.
Sinto vontade de saber se serei forte, e o tamanho das oportunidades que virão, ou talvez a importância das que tenho agora.
Não quero pensar em nada ,não quero conduzir o que dizer, quero sentir o que vem.
Existem tantas ideias, tantos sentimentos, tantos medos e uma esperança profunda.
Um amor profundo.
Um amor que cheira a paz.
Uma paz que há dias procuro no sono e este não vem.
Quero escrever um único parágrafo e depois me deitar nos espelhos dos sonhos.
E procurar pistas aqui, ali e acolá, isto talvez me deixe bem.
O ‘se’ não é mais hipótese, não existe mais.
Existe um verbo e suas variáveis... Ir, vir, não esperar.
Tic-tac, Tic-tac, Tic-tac ...
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