Sentado num banco de jardim
No meio de um relvado de cimento
Por baixo de um candeeiro apagado
... Ouvindo apenas o silêncio das estrelas
Lá longe, o mar, ondas que deslizam na areia
A magia própria de noite de lua cheia
No ruído do mar, viajei, divaguei apenas
Tudo naquele doce embalar das ondas me acalma
Sinto-me, há muito que não o fazia…
Encontro-me, á muito que andava perdido
Descubro-me, finalmente encontro um caminho
Apenas, sigo pelo meu caminho
Não sei onde me leva, não sei onde me dirijo
Ignoro que obstáculos vou encontrar, contornar
Anos de dúvidas, incertezas
A resposta sempre ali tão perto, no mar
A ele me confesso, pecados, receios
Dele escuto respostas, soluções
As respostas que sempre soube, não as aceitava
Dele escutei, dele ouvi o que sempre soube
Sorri, agradeço a quem sempre me escutou
Em quem sempre confiei, acreditei
Ele sabe todos os meus segredos, os meus erros
Os caminhos trocados que percorri
Os atalhos onde me perco, ânsia de chegar
Chegar apenas quando já devia de ter partido
Partir por vezes antes de chegar
Recordações apenas do que nunca tive
Memórias do que nunca antes vivi...
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